Permita que eu vos diga uma verdade um tanto
desconfortável, porque ela irá cutucar a sua zona de conforto: o que as pessoas
fazem com os outros é problema delas; o que nós fazemos com aquilo que nos é
feito, é um problema nosso. É assim que vou iniciar este texto: provocando. As
provocações tem um poder de nos fazer pensar. Os desafios que a vida nos traz,
também. A analogia é simples: imagine que a vida lhe traz um problema hoje e
você tem duas opções apenas: ou deixa o problema sem solução, como se ele não
existisse e o problema fosse “problema dele mesmo”, ou toma a rédea dele e
tenta solucionar, estando disposto a lidar com todos os tipos de sentimentos
que isso possa lhe trazer. Você percebe? Somos nós que trilhamos o caminho na
vida, e não o contrário. Não é a vida que define o nosso sofrimento em seus
inúmeros desafios, somos nós que escolhemos como nos sentimos diante deles. As
oportunidades são sempre únicas. Elas podem ter semelhanças, mas uma jamais
será idêntica a outra. É como a essência de um ser humano: não se pode mudar,
mas nos adaptarmos ao meio em que vivemos procurando, de uma maneira
equilibrada, saber o limite entre o que é Ético e Moral. E assim, sem esperar
que um dia normal se transformasse na aventura mais marcante da minha vida, daquelas
que nos tira todas as certezas e nos faz arriscar tudo de melhor que temos, sem
pensar no depois, eu finalmente posso dizer que aprendi a viver o momento, e já
era hora. Eu aprendi o tesão, a adrenalina do momento, sem ficar pensando no
depois. E no fim da cada história, você vai perceber que cada vez menos o que
falam ou pensam de você importa, desde que aquilo que você faz te deixe feliz,
sem ferir aos outros ou a você mesmo, porque a Lei do retorno é implacável nos
dois casos, e o que vale mesmo é tentar para não chegar ao fim de uma
existência e só viver para chorar. Eu arrisco a te aconselhar, leitor:
liberte-se dos futurismos que você tanto se apega. Liberte-se da obrigação que
a sociedade nos impõe sobre os padrões de felicidade. Quem dita o que é melhor
pra você, é o seu coração, seu bom senso. Não se atenha no tempo do próximo,
cada um tem o seu, e absolutamente tudo vem na hora certa. Independentemente do
que aconteça: viva. Nada te dará certeza na vida, o certo, então, é fazer o que
você acha certo. O que fazemos as pessoas e o que elas nos fazem, é um problema
nosso, tendo em mente sempre que o plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória.
Apenas siga seus instintos, faça sempre o bem e perdoe ou peça perdão sempre
que sentir necessidade. EXPRESSE-SE! Existe sempre uma certeza em um amanhã que
pode não chegar. Você vai arriscar não se arriscar, esperando por um amanhã que
pode nunca chegar?
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terça-feira, 19 de julho de 2016
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Já Não Mais
Olhares, toques
Seus costumes não são mais familiares para mim
Eles são apenas brisas passageiras
Que me recordam um tempo bom
Porque tudo mudou
Mudaram os cenários
As pessoas
As histórias
Os sentimentos
Mudou o curso do rio inteiro
Como a história do Rio de Janeiro
Meu coração já não acelera mais quando te vê
Quando te ouve
Ele apenas se contenta e te quer bem
A intimidade
A cumplicidade
E por todo tempo que durou
Aquilo que ainda parece que não acabou
É melhor aceitar que terminou
Ou na vontade que se teve naquele tempo
Como um dia te quis
Porque um dia é pouco
E eu sempre quis todos os dias
Ser feliz.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Coringa
Você era aquela carta marcada do baralho
Eu sabia exatamente qual era
Mas sempre que precisava dela
Me lembrava de que era um Coringa
Um Alguém que não era para ser meu
Mas era de vez em quando
Era o Coringa mais Rei que eu já vi
Não somente substituía
Como também gostava de ser único
Como se nenhuma outra carta tivesse sua importância
No meu baralho
E somente aquele Coringa
Fosse ser capaz de me fazer vencer as partidas
No jogo chamado amor
Na mesa chamada vida
Mas nunca seria qualquer outra carta
Pois seu destino era ser um Coringa
Sorte no jogo, azar no amor
Azar no jogo, sorte no amor
Mas o que acontece quando não é sorte, nem azar?
É jogo o tempo todo
Mesmo havendo amor?
Parecia uma disputa de egos
Para tentar adivinhar onde o outro iria estar
Daqui a 10, 20 anos
Uma suposição de futuros
Como se realmente tivéssemos certeza de algo
Falávamos como se fôssemos dois seres oniscientes
E enquanto ele achava que eu jogava
O tempo o fez perceber que não era bem isso
E que dessa vez, ou ele se decidia
Ou ele morreria no talvez.
sábado, 28 de maio de 2016
Carpe Diem
Um brinde aos Carpe Diem diários
que nunca se concretizam
As noites de juras de amor
que nunca saem do plano das ideias
Aos planos de curtir um lindo dia de Sol
regado à água gelada e sombra fresca
Que também nunca se concretizam
Um brinde às inúmeras vezes em que falamos:
“te mando mensagem”, “te ligo depois”
“vamos marcar, hein!”, “feriado está chegando, vamos nos
ver”
Mas que nunca aconteceram
Brindo também as saudades que nunca deixaram de existir
Mas que não fazemos nada para ela sumir
Ou ser amenizada
Aos pensamentos mais insanos que iriam nos fazer felizes
Aos perdões amanhecidos numa cozinha às 06:00 horas
Vítima de um copo de café quente para acordar o corpo e
ir trabalhar
E morno para não deixar a alma esfriar
Brindo a todas às vezes que deixei o telefone tocar 4
vezes ou 5
E depois atendi para não parecer desesperada
Mas tudo o que eu queria fazer era ligar ou atender
prontamente
E a todas as vezes em que evitei
E não foram poucas
Chorar, rir, abraçar, amar, emocionar, tocar, ligar,
desistir, tentar
Cair, avisar, conversar, receber, ir, ficar, voltar,
controlar, orar
Eu me evitei tantas vezes que perdi as contas
de quantos momento bons deixei de viver
Em função de um achar baseado numa hipótese
que muitas vezes não iria acontecer
Brindo às conexões perdidas
As noites mal dormidas
Os lugares não vividos
Os fracassos não pronunciados
As vitórias escancaradas
As dores silenciosas
As surpresas dolororas
As vinganças mal sucedidas
Os amores mal acabados
Os temores nunca denunciados
Os olhares não trocados
As paradas inusitadas
As viagens bem sucedidas
O trabalho incessante
A fadiga, o estresse
As insônias constantes
Os cafés que me fazem companhia
Junto aos livros da minha estante
Ao que é invisível aos olhos
E as coisas que vejo
Aos livramentos
Mas também aos acontecimentos
Brindo os vivos
Mas saúdo os mortos
Aos egos ocultos
E aos narcisismos proclamados
As rosas não entregues
Aos beijos não dados
Aos amores não vividos
Aos interrompidos
Aos momentos esquecidos
Eu brindo ao rei
Mas muito mais pelo seu reinado
E se me esqueci de brindar algo
Perdoem-me
Talvez ainda não estivesse programado.
quarta-feira, 30 de março de 2016
As Diferenças Nos Unem
Algumas situações ocorrem em nossas vidas que nos
perguntamos frequentemente se teremos a força necessária para suportá-las. Quantas
vezes o nosso limite de tolerância nos é questionado durante a vida? Quem nunca
passou por isso, né! Sabe aqueles momentos em que você desenvolve uma extrema
paciência e compaixão, que até se surpreende em como conseguiu agir dessa forma? Ainda que seja por alguns minutos ou até mesmo anos, sendo que normalmente
você não age assim? E sempre aparece alguém lhe apontando o dedo, dizendo: “você é trouxa, se
fosse comigo...”. Muito bem, a diferença é que cada um sabe o que sente e nunca teremos
como saber exatamente como isso é para cada um realmente, ainda que tenhamos um grau
de empatia muito evoluído. O seu limite de tolerância não é o mesmo que o de
outrem, e sempre cada um viverá aquilo que acha melhor para si e será capaz de suportar. Acontece que seres humanos
não são perfeitos e gostamos sempre de dizer as pessoas o melhor jeito de elas
viverem suas vidas, só que sob o nosso modo de enxergar e viver a nossa vida. Egoísmo
puro. Não existe O melhor jeito de se viver, existe UM jeito que cada um
encontra de viver da maneira mais equilibrada possível, ainda que isso
represente um total desequilíbrio para outras pessoas, para quem vive
esse estilo de vida, certamente é o essencial entre a linha tênue da sanidade e a loucura
que vive nos confrontando diariamente. Isso não se restringe as pessoas
somente, mas o que pensamos de fato sobre tudo que nos cerca. Por que as coisas
acontecem de uma maneira tão deslocada e, por fim, tudo parece se encaixar
quando realmente os dias passam e outras situações ocorrem explicando as
anteriores que você não tinha entendido. A meu ver, absolutamente NADA é por
acaso, ainda que digam o termo coincidência, definimos esta palavra como aquilo
que não conseguimos explicar por que acontece quase que concomitantemente com
outra pessoa e nos gera desconforto por não entender como isso é possível,
ainda que este desconforto seja bom! Isto existe, e é muito estranho. A verdade
é que as pessoas tem uma ligação muito maior na nossa vida do que possamos
imaginar. Enquanto eu sorrio, alguém chora. Enquanto alguém nasce, outro morre.
E sempre a vida será essa eterna substituição de emoções: enquanto há algo bom
acontecendo, existe também algo ruim também. Um eterno equilibro entre o que é o certo para você e o certo para o próximo. Uma coisa é certa: ainda que tenhamos uma verdade pessoal, porém nem exclusiva, sem respeito não há como buscar um equilíbrio. E o que você não conseguir entender agora, fique tranquilo, não se torture! No momento certo tudo se explica, pois a vida em si é auto explicativa, assim já dizia minha querida irmã.
Obrigada por isso!
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