Visualizações de Página

domingo, 2 de novembro de 2014

O Ódio




O ódio cega
Mata lentamente a alma
Mata possibilidades, sonhos
Mata amizades e planos
O ódio celebra a vitória
Quando tudo que resta é a dor
Sem consolo de quem te machucou
E as costas de quem costumava te ajudar
O ódio só faz machucar
Ele começa no prazer exótico da alma
Em querer fazer que o outro sinta cada segundo da sua dor
Ele consiste em rir da dor do outro
E ainda assim é inconsistente
Porque ao mesmo tempo que satisfaz a nossa justiça egoísta
Te destrói por saber que o mal não é a solução para nada
Nunca foi
Nunca será
O ódio é aquela linha tênue entre o amor e a privação dele
Ele costuma vir rotulado
Nomeado
Que é para você saber a quem destinará o pior sentimento do mundo
O ódio te dá a falsa sensação de liberdade
Quer matar sua sede fazendo iniquidade
É a pressa de ter reparação
Querer fazer justiça com as próprias mãos
Assim agindo como se Deus em sua infinita misericórdia
Fosse cego
E nunca foi
E nunca será
Acalmem seus corações
Não queiram praticar algo que só engana
Não virem as costas a quem te ajudou
Não sejam injustos dando tratamentos inadequados
A atitude de hoje provoca a dor de amanhã
Assim como um abraço inesperado provoca o riso apertado
Que tende a se abrir quando o Sol aparecer
Confia em mim
Essa noite escura irá desaparecer
Flores precisam crescer
Sementes precisam criar
E na verdade sem tudo isso
O ódio é que quer se propagar
Não deixe!
Não permita!
Eleve a sua frequência
E não se omita
Mesmo na maior dificuldade
Lembre-se de uma verdade:
“As facilidades nos impedem de caminhar.”

Nenhum comentário: